26 de abr de 2012

Apagão da rede internet em 25/04

Cada vez mais pessoas e empresas dependem da rede mundial para trabalho e realização de negócios. O próprio governo tem trabalhado levando para a direção de processamento on-line de notas fiscais (nf-e) e serviços de apoio ao cidadão, como por exemplo a entrega de decalração do imposto de renda ou acesso aos serviços via certificação digital, o que permite segurança para ambos os lados, cidadão e governo, empresa e governo etc. 
Na tarde do dia 25/04 no entanto estas pessoas e empresas experimentaram mais um apagão na região sul, ou como alguns jornais chamaram, "caladão" na rede internet e telefonia. Provávelmente este seja um prejuizo que não tenha uma forma clara de mensurar, por exemplo, uma pessoa que deixou de comprar um produto ou uma empresa que não conseguiu fazer um pagamento ou tranferência de crédito. No primeiro caso, certamente o cliente não volta refazer a compra e no segundo caso, a empresa terá que honrar juros pelo atraso. Os problemas também são grandes para quem tem emissão de nf-e, pois a contigência via formulário é cara.
O cenário pode não ser animador quando olhamos ao futuro, pois o País da Copa de 2014 efetivamente não tem um preparo, ou melhor dizendo, não tem uma governança quanto à rede mundial, nem mesmo para apuração efetiva do problema. Algumas empresas dizem que foi rompimento de fibra, outras dizem que é pane de equipamento. No primeiro caso, perguntamos e a contigência e no segundo sabemos que nossa capacidade em alguns pontos da rede está no limite, com raras exceções. Neste caso, inclusive, até mesmo empresas que possuiam operadoras backup foram impactadas, ou seja, o plano B falhou!
Isto traz mais um complicador para empresas que desejam hospedar sistemas de ERP em datacenter. Particularmente, acho a solução ainda perigosa no mundo on-line justamente pela falta de respaldo técnico além dos altos custos da solução. Se já é difícil explicar em uma empresa ou para os clientes que o problema é externo, imagine justificar ao seu gerente que o ERP não pode ser acessado e a empresa está "ilhada".